Vários fatores impulsionaram o bom desempenho do mercado brasileiro nos últimos dois anos. Entre eles estão o crescimento sustentável, o aumento do emprego e renda do trabalhador e principalmente, a forte expansão do crédito imobiliário, tanto para as empresas da construção civil quanto para o consumidor final.
No Rio Grande do Sul, o segmento imobiliário, juntamente com a agropecuária estão entre as atividades mais promissoras do país, contribuindo para que a nossa economia crescesse, em 2011, quase o dobro da média brasileira. O resultado disso é a forte demanda por imóveis, o que contribui para acreditar nas ótimas oportunidades de negócio para 2012. Apesar da leve desaceleração da economia, principalmente a partir do segundo semestre de 2011, o patamar do nível de atividade da construção civil permaneceu estável em decorrência de vários fatores positivos do setor.
A escassez da mão de obra que era um dos grandes gargalos, atingiu um nível sustentável em função da aplicação de novas tecnologias, da industrialização nos canteiros de obra e também, do treinamento e qualificação dos operários. Soma-se a isso a chegada de uma parte da população, que antes não tinha a oportunidade de participar desse mercado, e os investimentos externos nas regiões que irão sediar a Copa, como é o caso do Rio Grande do Sul.
O que também contribui para este bom momento. Entretanto, a dificuldade e a demora para a aprovação dos projetos em algumas secretarias da Prefeitura de Porto Alegre, continua sendo um fardo muito pesado para a construção civil na capital.
Para ganharmos mais fôlego, acredito que a estratégia de diferenciação de produto é a melhor forma de alinhar novas ofertas ao novo perfil de consumidor: single, pessoas que moram sozinhas. Também há um interesse crescente por uma arquitetura diferenciada, contemporânea de qualidade por parte de um público jovem, com uma grande visão de mundo, que deseja morar em um prédio personalizado, com características de vanguarda, que traga o traço e o talento de um arquiteto.
Acredito que nos próximos anos, em função das necessidades da nova estrutura familiar, o mercado começará a exigir com mais veemência a construção de prédios com essas características, estabelecendo uma nova tendência do setor imobiliário gaúcho.
Portanto, diante deste cenário promissor e de grandes possibilidades, continuaremos com uma expansão contínua para a arquitetura onde, a competência, a inovação e a valorização do meio ambiente serão marcas de sucesso. O cenário positivo alcançado pela construção civil, permanecerá inalterado com perspectivas otimistas de crescimento para 2012 e que certamente será histórico para toda a cadeia produtiva da construção.
Joaquim Haas Arquiteto e Urbanista
Presidente AsBEA-RS
Conselheiro CAU RS