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AsBEA - Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura.


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Notícias

5/Outubro/2009

Viagem Guiada AsBEA-RS 2009


Após a chegada em Milão, a comitiva passou pela Província de Bérgamo, na região da Lombardia, onde foi recepcionada com um coquetel pelos amigos Colleoni, em sua fábrica especializada em restaurações, móveis, cortinas e tapeçarias. Após a confraternização, uma visita à cidade: dividida em parte alta e baixa, debruçada sobre a colina, não há como não se encantar com sua beleza e majestade. E quem resiste a admirar uma cidade toda medieval, ainda circundada por muros originais da época?


Depois, os arquitetos prosseguiram para Verona, local da 24ª edição da Internacional Exhibition of Design and Decór, a Habitare Il Tempo onde apreciaram as inovações da área um evento que reuniu todas as categorias de produtos ao nível mais elevado, onde tradição e vanguarda, clássico e contemporâneo coexistiram em perfeita harmonia. Após a participação na feira rumaram para o centro da cidade, entrando pela Piazza Bra e enveredando pelas vias que nela nascem significa, na prática, uma volta ao passado, para um mundo que começou a ser construído há mais de dois mil anos, primeiro pelos celtas e, depois, pelos romanos, que chegaram por lá no ano 89 D.C.

O cenário da peça dramática "Romeu e Julieta", imortal obra de William Shakespeare, também recebeu a visita da comitiva, que registrou fotos da célebre casa, uma construção medieval. Os arquitetos brindaram pelo momento especial em um restaurante situado na Praça Delle Erbe e, em seguida, se distribuíram em diversos grupos, alguns visitando o alto da cidade, outros os diferentes percursos turísticos. Em Verona, a sensação é de voltar no tempo ao olhar alguns monumentos, principalmente pelo o fato de que eles ainda permanecem muito bem conservados. E isso é apenas um breve relato sobre essa cidade fantástica na região de Vêneto, na Itália.


Prosseguindo a viagem guiada da AsBEA-RS, os arquitetos partiram para Veneza, onde se reuniram na Praça São Marcos (Piazza di San Marco), a história transformada em arte. Eles se instalaram bem na frente da Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco, a mais famosa das igrejas de Veneza e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina), localizada ao lado do Palácio dos Doges. 

Seus edifícios ao redor contam capítulos importantes dessa cidade singular, encravada na rota comercial entre Oriente e Ocidente, o que lhe proporcionou riqueza econômica e cultural. Nesse ponto, a turma então se dividiu em andar de gôndolas pelos seus canais e visitar a Bienal de Veneza, para conferir a exposição de arte intitulada "Fazer Mundos", instalada em numerosos pavilhões e representando artistas de diferentes países convidados. Para fechar com chave de ouro, em plena praça brindaram e se despediram de Veneza.

Dando continuidade ao roteiro, os arquitetos visitaram o lago de Garda o maior da Itália, que fica no norte do país, entre as regiões da Lombardia (província de Bréscia). O lago se estende por uma área de cerca de 370 km², a uma altitude de 65 metros acima do nível do mar. O almoço foi em Sirmione, em um restaurante comtemporâneo.

Sirmione é um povoado que gravita o lago de Garda, na ponta de uma península. Sua atmosfera é medieval, principalmente em função do Castelo Scaliger (séc. (XIII), que foi visitado pelo grupo, que conferiu as diversas lojas espalhadas dentro do espaço do castelo.

Terminada a feira Habitare Il Tempo, os arquitetos seguiram para a cidade mais cosmopolita da Itália: Milão. Lá, foram direto para a Praça Duomo, se reunindo em um almoço na galeria Vittorio Emanuele.

Enquanto em Milão, se deslocaram para visitar o lago de Como e, depois, partiram para Suíça, mais precisamente Lugano. Fazendo jus à fama de paraíso fiscal da Suíça, Lugano tem 80 bancos diferentes. Suas construções à beira do lago são charmosas, assim como os restaurantes nos decks que invadem o lago.

Voltando para Milão, assistiram a um desfile de moda na praça. A igreja serviu de pano de fundo para o evento Milano Loves Fashion, que abriu a noite de desfiles da recém eleita capital mundial da moda. Milhares de pessoas se aglomeraram em volta do palco montado no centro da praça mais importante da capital da Lombardia, para ver um espetáculo que misturou música e moda. Era o desfile da marca C''N''C Costume National, que levou looks roqueiros para a passarela em plena Duomo.


A comitiva se despediu de Milão depois de um tour com um guia que é professor de história (e falava português), que mencionou a história sobre as construções contemporâneas. Nessa cidade, como em toda a Itália, os arranha-céus são episódios muito esparsos e particulares. Somente dois prédios podem ser considerados símbolos na cidade de Milão: a torre Velasca (106 m) projetada pelo escritório BBPR em 1957 e o edifício Pirelli de 1958 por Giò Ponti. E ambos foram considerados sacrilégios por terem superado a altura tacitamente inviolável da Madonna de ouro do pináculo da catedral de Milão (108,5 m). E foi motivo de debates e discussões pelas linguagens arquitetônicas adotadas.

O guia contou o que ainda era projeto e levou o grupo a visitar os prédios modernos, alguns em construção, outros prontos, como os citados a seguir:
 O prédio pronto projetado pelo chinês Ieoh Ming Pei, arquiteto que projetou a pirâmide do Louvre.
 O prédio da Universidade de Luigi Bocconi de Yvonne Farrell e Shelley Mc Namara do Studio Grafton Architectes (Escritório Irlandês)
 Em construção a nova sede da região Lombardia, que terá 160 m e é um projeto de Pei Cobb Freed & Partners. Lá, a turma teve oportunidade de fotografar a construção.
 O recorde de altura em Milão será de uma das três torres do projeto Citylife, com 218 m, na área da antiga feira de Milão, projeto assinado por Isozaki.
 Ao lado, os edifícios de Hadid e Libeskind terão, respectivamente, 185 m e 170 m, para a Torre Landmark em Rozzano.
 Na periferia Sul da cidade, um projeto de urbanização de Metrogramma (arquitetos Alfonso Femia e Gianluca Peluffo) com edifício de escritórios cujo enfoque é os aspectos energéticos e ambientais.
 Projetados por Stefano Boeri para a imobiliária Hines, os dois arranha-céus residenciais do Bosque Vertical (são 900 árvores distribuídas nos vários andares para absorver partículas e dióxido de carbono) têm 108 m e 78 m de altura.
 Projeto da torre das Artes para apartamentos, lojas e restaurante, com 94 m de altura, projetado por Archea Associados, está localizado na área da ex-Montedison e também visa à economia de energia.

Finalizando, um almoço no charmoso Brera, chamado o bairro boêmio de Milão. Contribuiu para esta designação o fato de haver ali uma presença constante de estudantes de arte da Accademia di Belle Arti di Brera e, também, por se encontrar no bairro uma das mais famosas e melhores galerias de arte de Itália, a Pinacoteca di Brera. Tudo isso, bem como os cafés, restaurantes, lojas de antiguidades, galerias e bares, fazem com que este bairro tenha um astral muito animado. A turma de arquitetos almoçou na via Fiore Chiari, exatamente nos fundos do prédio, atrás da rua onde estavam os bastidores (modelos circulando, sendo maquiadas e penteadas) para o desfile de Gianfranco Ferre.


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